domingo, 27 de dezembro de 2009

Então, é natal!

Finalmente chegou o natal, a noite ansiosamente aguardada pelas crianças. Fizeram contagem regressiva, olhavam diariamente o calendário. Confabularam para saber se tinham sido mais bons do que maus durante o ano e se o Papai Noel iria trazer os presentes que eles haviam pedido.
Na véspera de natal acordaram cedo e já quiseram tomar banho e se arrumar. Pouco adiantou explicar que ainda iria demorar um pouco para a noite. Passaram o dia inteiro cantando musiquinhas natalinas, arrumando a árvore (que ficou toda torta de tanto mexerem rsrsrs).
Montamos o presépio e o Pedro explicou que o panetone é o bolo de aniversário do menino Jesus. À noite fomos para a tia Dani e, como mágica, os presentes apareceram debaixo da árvore, bem o que eles haviam pedido. "Esse Papai Noel sabe de tudo mesmo!" - disse o João.
O que seria do espírito do natal se não fossem as crianças?

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Tanta tinta



Ah! menina tonta, toda suja de tinta
mal o sol desponta!
(Sentou-se na ponte, muito desatenta...
E agora se espanta: Quem é que a ponte pinta com tanta tinta?...)
A ponte aponta
e se desaponta.
A tontinha tenta limpar a tinta,
ponto por ponto e pinta por pinta...
Ah! a menina tonta! Não viu a tinta da ponte!


Cecília Meireles

O desmame da Naná

Eis que eu resolvi desmamar a Ana Cecília. Foi mais rápido do que imaginava e um pouco mais dolorido do que eu supunha, a mistura de alívio e "dever cumprido" com a falta de tê-la colada a mim o tempo todo, o fato de percebê-la crescida.
Pela primeira vez desmamei um filho sem estar grávida de outro, talvez por isso o desmame dos meninos tenha sido mais simples já que eu sabia que, em poucos meses, outro bebezinho estaria pendurado em mim.

Nada, nada, foram quase sete anos amamentando, um saía, vinha o próximo. Pedrinho mamou até 1 ano e 6 meses, João até 2 anos e Naná até 2 anos e 4 meses.

Das dificuldades iniciais com o Pedrinho (em que eu recusei solenemente a prescrição de Nan da pediatra e acreditei em mim e no meu leite),a constatação de que seria sempre "monoteta", já que os três aceitavam mamar em um peito apenas (o outro peito serviu para doar litros de litros de leite materno ao banco de leite) até a amamentação dos três ao mesmo tempo senti que o esforço valeria a pena, e valeu muito!

Amamentar não é fácil, é um exercício de paciência, boa vontade e, óbvio, dedicação. E eu não teria conseguido entregar-me plenamente à amamentação se não fosse o apoio de tantas amigas mamíferas virtuais, com elas aprendi o que era livre demanda, que amamentar não é apenas fornecer alimento e sim uma ligação amorosa entre mãe e filho, que podia amamentar até quando quiser, onde quiser e sempre que quiser. Rimos com o "mama-sutra" que as crianças faziam quando amamentadas livremente. Quanto maior o apoio, maior o sucesso da amamentação. Eu sou uma sortuda que sempre teve o maioooooor apoio.

Ai, ai, o difícil é pensar o que farei com minhas horas livres hehehe.

Virge, tô atrasada!


São tantas coisas a serem resolvidas neste fim-de-ano, incluindo uma mudança, que o blog está parado há mais de um mês. Estou com vários textos começados e não publicados, vamos ver se consigo terminá-los antes que o ano acabe. Paciência...