quarta-feira, 9 de março de 2011

Carnavalizamos!!!

E o mundo foi colocado de cabeça para baixo! ; )


segunda-feira, 7 de março de 2011

A polêmica sobre Lobato

Desde o ano passado, quando o MEC resolveu tirar o livro "Caçadas de Pedrinho" das recomendações para o ensino fundamental que iniciou-se a maior polêmica. Muitos chiaram, chamaram de censura, escritores infantis de peso como a Ruth Rocha e o Ziraldo fizeram manifesto a favor de Monteiro Lobato, enfim, uma barulheira só.

Eu cresci lendo Lobato, tinha toda a coleção, adorava as aventuras do pessoal do Sítio. Mas, sinceramente, sempre fiquei incomodada com a maneira que a Emília tratava a tia Nastácia. Felizmente eu cresci num ambiente em que não era alimentado o preconceito, de nenhuma espécie. Isso não significa que eu nunca tenha tido uma atitude preconceituosa. E me sinto muito triste por isso. Mas esse reconhecimento faz com que eu encare meus preconceitos, reconheça-os e lute contra eles.
Existe até uma campanha excelente que diz  "Onde você guarda seu racismo?"


Bom, mas onde eu quero chegar com o caso do Lobato? Apesar de Monteiro Lobato ser uma referência na literatura infantil, ele não pode ser "endeusado". A obra dele está repleta de afirmações racistas, sim. Tanto que, quando eu leio os livros para meus filhos, eu vou pulando ou modificando trechos inteiros. Sim, eu ainda tenho a coleção completa, leio para as crianças e, enquanto eu estou no comando, eu faço os devidos "cortes". O mesmo acontece há muito tempo com a série exibida pela Globo, eles retiraram todas as referências racistas, além de dar uma atualizada na obra, afinal, em tempos de preservação da natureza, também é inconcebível sair matando onças e animais por aí.

Agora, eu acredito que isso não é possível de ser feito em uma sala de aula. Como uma professora vai explicar para uma classe inteira que quando a Emília diz "negra beiçuda", é porque era a maneira como se tratavam os negros, na época, e que não era para chamar o coleguinha negro da mesma forma? Sorry, impossível.

Então acho que a atitude do MEC está certíssima e não estão censurando ninguém, qualquer um pode ir à uma livraria e comprar um livro de Monteiro Lobato.

De mais a mais, há tanta coisa mais interessante para se ler, tanto livro legal para ser utilizado pelas escolas, que é um saudosismo que beira à pieguisse.

Abaixo, dois links para leitura impressindíveis, retirados do blog do Idelber:

Carta aberta a Ziraldo, por Ana Maria Gonçalves

Não é sobre você que devemos falar

A Lola também falou sobre este tema aqui e o Alex Castro, sobre este mesmo assunto, escreveu em seu blog um trecho que eu concordo totalmente:

" Os livros do Sítio tem um fortíssimo conteúdo racista que não deve ser exposto a crianças pequenas. Um racismo tão forte, tão odioso e tão insultante que não tem como ser contextualizado pelo professor. Nenhum brasileiro de oito anos de idade deve ser obrigado a ler um livro que insulta a ele, a seus pais e parentes, e a pessoas como ele. Um livro que é imposto pela escola como leitura obrigatória em sala de aula tem uma aura de respeitabilidade e aprovação institucional que não teria se fosse presenteado por um parente, encontrado na estante de casa, comprado na livraria. Ninguém até agora (que eu saiba) defendeu que Monteiro Lobato seja censurado, recolhido, queimado, mas é odioso a escola impor esse tipo de constrangimento a uma criança."

As gírias de João

Gíria é como chiclete, quando gruda é difícil tirar. O João Felipe, como paulistano nascido na Mooca que é, não pára de usar o "meu". É um tal de: - "Meu, isso é o maior dá hora!", "Eu estou muito bravo, meu!" "Meu, eu quero brincar..." "Como se escreve isso, meu?"
Parece a Marcie, do Peanuts, que fala "meu" em todas as frases. Na verdade, ela dizia "sir", mas a tradução do desenho animado era "meu".

sexta-feira, 4 de março de 2011

Adeus, vovô!

Eu estava em dúvida se colocava ou não esta postagem aqui no bloguinho, ela estava lá nos arquivos, esperando...

Meu pai, o vô Johnny das crianças, faleceu dia 06/01 deste ano. Dia de Reis, tudo a ver com ele que era o rei do reggae, o rei da brincadeira... Foram momentos difíceis desde o estágio final da doença até a sua morte e não havia como esconder das crianças. Eu fiquei muito orgulhosa da maneira como eles lidaram com a situação, e mais, foram eles os principais responsáveis por tornar esses momentos mais leves para mim.

As pessoas sempre se perguntam se é preciso omitir acontecimentos tristes para as crianças ou se é melhor dizer a verdade. Eu sempre fui a favor da verdade. Nunca fui o tipo de mãe que sai escondido, para não ver os filhos chorarem, ou que omite fatos para não frustrá-los. Eu prefiro jogar limpo, explico para eles o que está acontecendo e procuro, da melhor maneira possível, ajudá-los a compreender.

No caso da doença do vovô, um câncer de pulmão, as crianças mostraram-se surpreendentemente maduras e encararam a situação com a leveza que só os pequenos sabem fazer.
Às vezes eles diziam que era para trazer o vô Johnny para Jacareí, porque aqui "tem muito ar para respírar", ou então falavam bravos - "nunca vou fumar!"
E quando ele morreu, meio chorando, meio assustados, foram eles que me consolaram: "não chora, mamãe, o vô Johnny deve estar fazendo uma festa lá no céu."

Então termino esse post-homenagem a esse vovô brincalhão, que sabia fazer a maior bagunça com a netaiada. Abaixo, últimas fotos: