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sábado, 18 de agosto de 2012

Blogagem Coletiva: Por que eu sou uma ativista da amamentação

Recebi esse convite para blogagem coletiva e fiquei pensando sobre o que escrever. Afinal, como ativista da amamentação já falei sobre assunto diversas vezes. Já falei sobre amamentação e attachment parenting, sobre desmame, sobre minha história de 6 anos amamentando...
Percebi que em todos esses textos eu falei única e exclusivamente da minha experiência pessoal que só foi satisfatória porque tive muito apoio de minhas amigas ativistas da amamentação e, por isso mesmo, eu também me tornei uma ativista, porque sabia o quanto são importantes essas ajudas, as palavras de apoio, o incentivo, a troca de informações, as dicas e, principalmente, o ombro amigo quando nossa vontade é desistir de tudo porque, definitivamente, amamentação não é moleza.

Então resolvi escrever esse texto para todas as mulheres que ainda não amamentam ou estão iniciando a amamentação, para aquelas que têm dúvidas, para aquelas que estão cansadas, doloridas, desencorajadas, CONTINUEM, confiem em vocês, confiem nos bebês, confiem nos seus peitos. TUDO acaba bem se vocês tiverem persistência, carinho, apoio e, principalmente, paciência.


Há muita campanha a favor da amamentação, muito se fala sobre o ato de amor e dedicação que é uma mulher amamentar seu bebê, quando estamos grávidas idealizamos que a amamentação será linda, que o bebê nascerá, virá até o peito, o leite descerá e c'est finit. Mas não é assim na grande maioria das vezes, há o lado B da história.

Após o parto, muitas vezes, o bebê não é colocado no peito assim que nasce, levam o bebê para ser medido, pesado, lavado, esfregado etc etc, nessa, a gente já perdeu o primeiro momento de ligação, porque o bebê nasce com o reflexo de sucção super bom, mas depois de um tempo ele vai entrar num estado de letargia, ou seja, tem que começar tudo do começo.

Muitos hospitais costumam dar complemento no berçário, quer dizer, ele estará de barriga cheia e óbvio que não irá querer pegar o peito. Se o bebê não for para o peito, tudo demora mais, demora mais para sair colostro, demora mais para descer o leite. E tem mais uma coisa, o leite mesmo, demora uns 3 dias ou mais para descer, aquela aguinha que sai do peito chama-se colostro, é um antibiótico natural importantíssimo para o bebê, não vem numa baita quantidade, mas é o suficiente para o recém-nascido. Tem mulher que fica apavorada e acha que tem pouco leite lá vai o bebezinho tomar complemento!!!

Então, lá estamos nós, cansadas do parto, tentando encontrar uma maneira de dar de mamar, meio sem jeito, meio com medo e começam a chegar as visitas. O mais interessante é que cada um que chega dá uma opinião diferente, tem até os inconvenientes que mandam você colocar o bebê para mamar para eles assistirem. Teve uma visita que chegou a pegar no meu peito e tentar enfiar na boca do meu filho. Oi??? Como uma pessoa vai conseguir amamentar se não consegue sequer ter paz? Conselho: bota marido, amiga, de leão de chácara, alguém que tenha cara de pau suficiente para falar para as visitas que você está descansando e que não será incomodada. Melhor, avisa as visitas para aparecerem só depois de 15 dias.

Então, finalmente desce o tão aguardado leite. Minha amiga, já ouviu falar de Cicciolina? Fafá de Belém? Pois é. Desce duma vez. Peito fica gigante, bicos duros e a gente lá, sem saber o que fazer. A solução é: ordenha. É claro que no inicio não se sabe fazer, por isso é legal usar bombinha elétrica ou, melhor ainda, ir até um banco de leite, lá eles tirarão o excesso de leite e ainda ensinarão a fazer a ordenha manual.


Outra dica importante: peito não pode ficar machucado. Se o peito estiver machucando, se estiver doendo, é sinal que a pega do bebê está errada. Isso mesmo, precisa observar se a boca do bebê está como a de um peixe, lábio superior para cima, lábio inferior para baixo e abocanhando todo o aovéolo. A imagem abaixo mostra o modo certo.

Bom, desceu o leite, a pega está certa, as visitas já foram embora... agora vai! Depende, ainda esqueci de contar a parte que o bebê chora. Mas já tá tudo esquematizado, a cadeira de amamentação foi comprada, o quartinho tem luzinha que imita o mar, programou o celular para tocar a cada 3 horas para amamentar e o bebê ainda chora. Os pitaqueiros de plantão irão dizer que é cólica, que é fome, que é frio, calor e, claro, que seu leite é fraco.

Imaginem a seguinte situação, você fica durante nove meses num lugar agradável, quentinho, sentido o gosto da mãe o tempo todo, sentindo o movimento do corpo dela e sendo alimentado constantemente via cordão umbilical. De repente, você sai desse lugar, não tem mais balancinho frequente, não é mais alimentado constantemente, não está mais sentindo cheiro/gosto da mãe, o que você faria? Choraria muito, né não?

Quer ter bebê calminho, feliz e bem alimentado? Livre demanda é a solução. Dê peito sempre que o bebê pedir, é a ligação dele com você.

Tá bom, você me responde, e que horas eu durmo? Que horas como? Que horas vou ao banheiro? Eu só posso responder que, nesses momentos iniciais após o parto, você precisa de ajuda. Pode ser o marido, a companheira, a amiga, a mãe, a vizinha. Alguém precisa cuidar do resto para você poder descansar para produzir leite e amamentar. Não dá para ficar no "normal" depois de noites sem dormir, sem poder descansar a sensação é de total desespero, vontade de desistir, sair correndo. Ajuda é fundamental.

Depois de um tempo, tudo se encaixa. A amamentação fluirá naturalmente, a vida seguirá seu curso natural e mãe e bebê já estarão totalmente entrosados. Quando menos esperar estará fazendo suas atividades normalmente com bebê no peito. Mas, até lá, conte com a ajuda e o apoio de todas as ativistas da amamentação.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Blogagem Coletiva - #desocupaCONAR

Sendo mãe de três crianças, não poderia deixar de participar dessa blogagem coletiva.
Carta Aberta ao Conar
Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.
A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.
Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos – se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.
Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que no próximo ano, produto semelhante seja oferecido.
O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.
Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.
Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.
(Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com.br)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Seja amoroso e tenha filhos amorosos - Postagem Coletiva


Quando engravidei pela primeira vez, há 10 anos, eu só pensava em preparar-me para ser uma boa mãe e, para isso, busquei o máximo de informações que podia. Comprei inúmeros livros que ensinavam mães de primeira viagem a serem boas mães e a premissa de quase todos eles era: não mimar os bebês! As mães deveriam ter total controle sobre os bebês senão correriam o risco de “estragá-los”. Para isso deveria haver rotinas rígidas, horário para as mamadas, o bebê deveria dormir em seu berço, nada de pegar no colo no primeiro choro. Tudo isso fazia sentido para mim, antes de ter meu filho nos braços. 

Só que, assim que eu peguei aquele pequeno ser pela primeira vez, tudo mudou. Eu até tentei seguir algumas regras como amamentar a cada 3 horas e isso fez com que meu filho perdesse peso ao ponto da pediatra indicar leite artificial. Eu levantava a noite toda na tentativa de fazer meu pequeno dormir em seu berço. Sentia-me cansada e frustrada. Mas, felizmente, eu não estava só. Eu fazia parte de uma lista de discussão na qual encontrei mulheres que já tinham passado ou estavam passando pela mesma experiência que eu e estávamos nos encorajando. Pela primeira vez ouvi a palavra “livre demanda”, vi que não era apenas eu que desejava dormir com meu bebê próximo a mim. Finalmente, percebi que eu estava lendo os livros errados, pois nada daquilo estava me ajudando. Então, passei a seguir os meus instintos. Somos mamíferas! – repetíamos. 

Sim, eu era uma mamífera e decidi que faria aquilo que meu coração mandava. Decidi que meu filho seria aninhado e amamentado sempre que quisesse. Decidi que ele ficaria perto para sentir-se seguro. E, a partir daí, senti-me livre. Pude vivenciar plenamente a maternidade, tudo ficou tão mais fácil, tão mais claro. Com meu filho na cama pude amamentá-lo durante a noite enquanto eu descansava, ele não acordava e eu também não. Comprei um sling e estava livre para as atividades diárias e meu filho participava da minha vida. Comprei outros livros, pesquisei, pesquisei e descobri que o que eu fazia chamava “Attachment parenting” (Criação pelo apego) e que tinha muito embasamento científico.

Meu primeiro filho foi amamentado até os 2 anos, parou sozinho, quando eu estava grávida do meu segundo filho. Com este tudo foi mais fácil, eu já conhecia o caminho. Quando minha 3ª filha nasceu, em muitas ocasiões, fazia uma fila para mamar. Mamava a bebê, mamavam os mais velhos. Depois de 6 anos de peitos para fora, de doação, de esforço (sim, porque tem seus dias de cansaço, tem os dias que estamos exaustas e sem paciência, tem os dias que não estamos a fim de ficar nuas na frente de todos – porque várias vezes meus filhos quiseram peito em situações que eu não estava confortável) eu decidi que estava bom. Minha filha já estava com 2 anos e meio e eu estava cansada. E decidi que a amamentação terminaria ali. Claro que ela protestou, mas eu estava com a sensação de dever cumprido, dali em diante sabia que poderíamos prosseguir sem peito.

Meus filhos são crianças saudáveis, independentes, confiantes. Cada qual já dorme em seu próprio quarto e sabem que podem correr para nossa cama sempre que precisarem de conforto. Isso acontece cada vez menos, e dá uma saudade... Saudade dos tempos em que só queriam a mamãe, que podia carregá-los no colo e acariciar seus cabelos enquanto mamavam. Passa rápido, tão rápido. Valeu a pena!


*Pedro Gabriel está com 9 anos, João Felipe, 7 e Ana Cecília, 4.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Slings - Blogagem coletiva (atrasada, pra variar)

A Pérola, do blog Mamãe Antenada, deu a idéia de uma blogagem coletiva sobre slingar com segurança. O que anda acontecendo é que, com a maior divulgação dos slings, têm aparecido no mercado muito sling "sem vergonha", mal feito, que coloca em risco tanto mãe quanto bebê. Slingar é bom demais, mas é preciso ficar atento à qualidade do carregador.

Lembro quando ouvi falar a palavra sling pela primeira vez na lista de discussão Materna, foi há quase 6 anos, quem fazia eram minhas amigas Analy e Bettina. Ainda tinham as maravilhosas slingadas na casa na Analy onde ela, pacientemente, ensinava a gente a usar esse carregador incrível.

Era muito engraçado quando eu saía com as crianças no sling, como atraía olhares, muitos vinham falar comigo. Uns achavam legal, outros, que eu estava entortando a "pobre criança".
Hoje, o uso de sling já é mais comum. Depois de muitas estrelas da tv aderirem, slingar ficou "coisa chique". Antes eu era a "louca" que lavava os filhos no balde e depois carregava num saco (risos).






Então, para quem quiser ser "chique a valer" e ainda desfrutar a delícia de ter o bebê bem juntinho eu indico os seguintes sites:

Sampasling, Babyslings, Bebechila e os wraps maravilhosos da Luka e Lika



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Semana Mundial da Amamentação

Eu nunca imaginei que conseguiria amamentar por tanto tempo... Há 6 anos que eu estou me doando, já que, desde o Pedro, eu ainda não parei de amamentar (um atrás do outro).


Não há experiência mais exaustiva e, ao mesmo tempo, mais gratificante, mais amorosa do que amamentar um filho. Saber que de nós sai o leite que alimenta o corpo e também a alma é algo privilegiado. Ter a certeza de que nossos filhos podem ter nossa exclusividade, sentir, por um bom tempo, o "gosto da mãe".

É engraçado como todos eles sempre se referiram ao "tetê" como "tetê booooom", "eu amo o tetê"... ou, simplesmente, "eu te mamo, mamãe". Porque mamar é amar, em seu estado mais puro, mais profundo... Amar-mentar.

O antropólogo Asheley Montagu já dizia, "é do peito que sai o leite da bondade humana".

Às vezes olho a Naná, já tão grandinha, e fico pensando como será quando não amamentá-la mais..., quando já não tiver mais ninguém pendurado nos meus peitos. Acho que sentirei falta, mas tb sentir-me-ei orgulhosa pelo dever cumprido. E seguirei apenas amando...