Eu estava em dúvida se colocava ou não esta postagem aqui no bloguinho, ela estava lá nos arquivos, esperando...
Meu pai, o vô Johnny das crianças, faleceu dia 06/01 deste ano. Dia de Reis, tudo a ver com ele que era o rei do reggae, o rei da brincadeira... Foram momentos difíceis desde o estágio final da doença até a sua morte e não havia como esconder das crianças. Eu fiquei muito orgulhosa da maneira como eles lidaram com a situação, e mais, foram eles os principais responsáveis por tornar esses momentos mais leves para mim.
As pessoas sempre se perguntam se é preciso omitir acontecimentos tristes para as crianças ou se é melhor dizer a verdade. Eu sempre fui a favor da verdade. Nunca fui o tipo de mãe que sai escondido, para não ver os filhos chorarem, ou que omite fatos para não frustrá-los. Eu prefiro jogar limpo, explico para eles o que está acontecendo e procuro, da melhor maneira possível, ajudá-los a compreender.
No caso da doença do vovô, um câncer de pulmão, as crianças mostraram-se surpreendentemente maduras e encararam a situação com a leveza que só os pequenos sabem fazer.
Às vezes eles diziam que era para trazer o vô Johnny para Jacareí, porque aqui "tem muito ar para respírar", ou então falavam bravos - "nunca vou fumar!"
E quando ele morreu, meio chorando, meio assustados, foram eles que me consolaram: "não chora, mamãe, o vô Johnny deve estar fazendo uma festa lá no céu."
Então termino esse post-homenagem a esse vovô brincalhão, que sabia fazer a maior bagunça com a netaiada. Abaixo, últimas fotos:





